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uma questao de nacionalidadeolhos lilás e desenhos a lápis no caderno de história. pergunto-me se alguém quer saber da nossa história, da minha história, da tua história, da estória deles: a nossa é muito mais relevante porque nós a queremos esquecer. as conchas salpicadas por aquele sabor salgado (que só sentimos lá para o meio da nossa língua) com inúmeras memórias sorridentes de búzios, sereias e peixes-palhaço; o mundo também é às riscas alaranjadas, brancas e pretas, sabes? talvez porque somos tão humanos ... ou então porque toda a costa portuguesauma questao de nacionalidade


o sorriso esta no aro nosso sorriso é triste, como as tardes de verão. os nossos corpos derretem, demasiado distantes, quando nos sentimos apenas mais um conjunto de átomos e células e beijos e sonhos partidos, quebrados, à luz de uma vela que queima aquece e arde ainda mais. nós sabemos escrever, mas as palavras também transpiram e respiram pelos poros desenhados com tinta de caneta azul, ou quiçá preta, nos nossos cadernos com as capas amareladas, pelo passar do tempo. até as folhas se colam por causa da água e a tinta fica mesmo desbotada, como se a tua ou a minha saliva por lá tivessem no sorriso esta no ar


dialectos emocionais. a minha lágrima é o resto de um novo dia, um pedaço insignificante que faz parte e forma, enquanto deforma uma figura escolhida ao acaso. eu na verdade queria falar de gritos e da dor que me enclausura o corpo, mas alguém me força a chamar-lhe amor, por isso não sei; eu não quero falar de sentimentos profanos, humanos, mundanos; eu não quero é falar de ti. porque para evitar há que começar por algum lado, e eu começo por parar de te escrever para te pensar mais frequentemente, afinal: há que começar por algum lado. mas é tarde demais, eu já tedialectos emocionais


fotografiahá um abismo. nós já vimos tudo aquilo que eles tentaram fazer com as fotografias a preto e branco: solestício monocromático dos nossos sonhos. jogar às cartas com o coração no crepúsculo da tarde, seleccionando imagens de que ninguém tem a certeza.. cordas partidas de guitarras sem trastes, das quais os sons foram sempre consequência das elevadas frequências. coágulos de inverno no verão que se aproxima, hesitante por entre as nuvens acizentadas. hoje vai chover sobre as folhas esverdeadas e o orvalho vai cobrir os campos de relva. deito-me a pensar e asfotografia


Curta"Nunca mais soube de ti. Nem tão pouco me lembrei de me lembrar. Chega a ser incómodo arrastar a memória temporal tanto tempo atrás. Pergunto-me se as nódoas negras e a marca de cordas no pescoçoCurta
fazem parte da encenação. Há pessoas que fingem tão bem estar mortas que só por isso o mereceriam, não achas?"
Quando fazem por nos apagar acredito que devemos saber sair de cena sem causar grande alarido. Sair em bicos dos pés e apagar as cenas em que as personagens se cruzam
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"Temos a Arte para que a verdade não nos destrua."
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"One Aims To Please"
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nothing more, just a lie.
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I said: heaven aint close in a place like this
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I said: heaven aint close in a place like this
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"You're only free when you have nothing left" - Emilie Autumn, Faces Like Mine
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I said: heaven aint close in a place like this
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Be brave. Even if you're not, pretend to be. No one will see the difference
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